Fale conosco  
 

Destaques na imprensa

Mulheres de corpo e alga

16-09-2005

Programa de Serginho Goisman, Ação Cidadania, destaca:

Outro projeto escolhido pela Brazil Foundation fica no litoral do Ceará. São mulheres de pescadores que recebem ajuda para transformar algas marinhas em fonte de renda.



"Ó cirandeiro, cirandeiro, ó, a pedra do seu anel brilha mais do que o sol”, cantam as mulheres.


O aquecimento é em ritmo de ciranda. Na praia da Barrinha, em Icapuí, o trabalho começa cedo.


Outro projeto escolhido pela Brazil Foundation fica no litoral do Ceará. São mulheres de pescadores que recebem ajuda para transformar algas marinhas em fonte de renda.“Ó cirandeiro, cirandeiro, ó, a pedra do seu anel brilha mais do que o sol”, cantam as mulheres.O aquecimento é em ritmo de ciranda. Na praia da Barrinha, em Icapuí, o trabalho começa cedo. “O cultivo de algas numa tecnologia social que a gente tem desenvolvido aqui no Ceará é em mar aberto, com estruturas simples de serem colocadas no mar, estruturas feitas de cordas, chumbo e âncoras”, explica o coordenador técnico Dárlio Teixeira. “O tipo de alga que é cultivada é a gracilaria, mais conhecida como macarrão fino e ela é muito encontrada no banco natural de algas. Ela é retirada do banco e é levada em seguida pro cultivo amarrada em cordas”, conta a estagiária de biologia, Rosemari Ferreira da Costa.Antes de ir para o mar, alguns pescadores ajudam as companheiras a preparar as mudas, mas as mulheres são maioria nesse trabalho. “A gente amarra, mais ou menos 50 gramas”, conta uma.Até bem pouco tempo, a comunidade vivia da pesca e da extração predatória das algas. Com o projeto de conscientização da ONG Brasil Cidadão, a rotina mudou, como lembra a augicultora Leiliane da Silva. “Antes a gente só explorava, sem nenhuma preocupação, tanto que hoje nós não temos o banco natural. Hoje a gente cultiva para que futuramente a gente tenha que nem antes”. “Elas são uma matéria-prima que é muito difícil de ser encontrada em outras regiões e aqui ela é encontrada em abundância”, informa o estagiário químico Frederico Marques Rebolças da Costa. Depois de retiradas do mar, as algas são trazidas para as esteiras, onde são lavadas e secadas. Todos participam e buscam soluções para melhorar a produção. “O cata-vento foi feito por nós mesmos aqui da comunidade e daqui é onde nós retiramos a água para lavarmos nossas algas marinhas que a gente tira do mar”, explica o augicultor Maurício da Costa.Depois de secas, as algas vão para o fogão. “A gente quando cozinha a alga, ela solta um líquido que faz a proteína que faz a geléia”.A geléia é o ágar, a matéria-prima de uma linha de produtos. “A gente produz geléia, mousse, iogurte, que já é servido na merenda escolar, e também a gente já produz o sabonete e o xampu”. O trabalho de beneficiamento das algas ainda é rústico, a produção é pequena, mas a renda extra já está mudando a vida de dezenas de mulheres, como comemora a augicultora Maria Marli da Costa Soares. “Antes, eu não tinha renda, era só a renda do meu marido e agora eu tenho uma ajuda pra poder ajudar nas despesas junto com ele”. “Sou só eu e meus dois filhos e eu vivo disso: das algas. Eu espero que melhore cada vez mais porque me ajuda muito com meus filhos”, diz a augicultora Marinete Rodrigues de Souza.Nessa mistura de mudança de atitude e conscientização, todo mundo sai ganhando. “O projeto tem uma importância, não só da organização da comunidade, como da própria sustentabilidade do município. Ele tanto vai servir como contribuição nos recursos financeiros da comunidade como ele vai ser importante também pra aumentar as espécies marítimas que vivem aqui no nosso município. No meu sentimento há uma organização maior, uma compreensão melhor de ecologia e de relação com a natureza muito maior”, afirma a coordenadora do projeto Leinad Carbogin.Contato da Fundação Brasil Cidadão - Mulheres e Algas. Avenida Santos Dumont, 3131, Sala 116, Edifício Del Paseo CEP 60170-210 Tel.: (85) 3268.2778/3264.0156 e-mail: faleconosco@brasilcidadão.com.br www.brasilcidadao.org.br

 

SAIBA MAIS

Artigo: Amor na vida
Curso Regional de Formação Política Juvenil
Alunos da Escola Prof. Tomaz Pompeu visitam EAMP
Curso sobre Legislação Ambiental
Artigo: Novamente o óbvio ululante

 

Foto: Mingo/globo/ação cidadania
Mulheres em atividade -Barrinha icapui - CE
 

2004. FUNDAÇÃO BRASIL CIDADÃO PARA A EDUCAÇÃO, CULTURA E TECNOLOGIA.
Rua osvaldo cruz, 01 sala 1508, CEP 60125-150 :: Telefax (85) 3268-2778
E-mail: faleconosco@brasilcidadão.com.br :: Web Site: www.brasilcidadao.org.br
   
 
Quem Somos Projetos Parceiros Voz Ativa Notícas