Viveiro de Muda do Mangue Pequeno
O viveiro de mangue trouxe grande contribuição para o processo de recuperação das áreas degradadas no manguezal da Barra Grande. Só em 2003 mais de mil e quintas mudas foram introduzidas no manguezal durante a capacitação de recuperação de habitas degradados de mangue.
Nos anos seguintes, com a ajuda do Grupo Igarakuê de Proteção à Natureza foram realizadas várias atividades de replantio, limpeza da praia e de entorno do mangue e atividades de educação ambiental como trilhas ecológicas, etc. gerando uma nova consciência sobre a importância da preservação do manguezal. O viveiro de mangue, teve uma dimensão maior do que só o local que produz mudas de mangue, ele resultou também no processo de conhecimento do manguezal, de mudança de atitude e promoção da educação ambiental através do conhecimento da importância do mangue para a biodiversidade e para a sobrevivência da população local. Desse trabalho também resultou mais um grupo de defesa do ambiente, o Grupo Aratu, que surgiu a partir do projeto. Hoje além dos jovens, o processo tem se multiplicado onde já começa a envolver os pais. É um trabalho lento, árduo e com pequenos resultados, porém, de uma significância fundamental para a manutenção e conservação da biodiversidade e para a população local que depende sua sobrevivência daquele manguezal.
O Manguezal do município concentra-se nas localidades de Barra grande e Requenguela. Encontra-se bastante reduzida e degradada pela ação antrópica, pela derrubada da floresta para a construção de salinas e viveiros de camarão.Há um predomínio de Rhizophora mangle, seguido de Avicennia, vegetação herbácea.
Outra área de manguezal menos expressiva está localizada na desembocadura do Córrego da Mata, na localidade do Arrombado onde os bosques acompanham o leito do córrego e são dominados por Conocarpus eretus e Laguncularia racemosa.
Os jovens, especialmente do Grupo igarakuê já desenvolve trabalho de recuperação da área e de conscientização ambiental há mais de 5 anos, influenciando as escolas públicas nessa difícil batalha. Estes jovens fazem a diferença no município. Receberam capacitação, tem entendimento das questões mais complexas que envolve a defesa do mangue e dominam instrumentos e ferramentas de trabalho como conceitos básicos, uso de equipamentos como GPC, Medidor de salinidade e medidor de PH.
A maior ameaça à integridade do manguezal tem sido a expansão do cultivo de camarão que, além de se instalaram nas antigas salinas, promoveram o desmatamento do bosque de mangue e adjac6encias para ampliação de viveiros.
A implantação da Estação virá, com certeza garantir uma maior fiscalização e monitoramento dessa área de maior importância para a conservação e preservação da biodiversidade marinha e terrestre local.
