Festejos Populares
Expressa a maneira de ser e representar o mundo, das comunidades. Guardam raízes históricas e simbolizam conhecimentos adquiridos. Os festejos populares se encontram muito ameaçados pela modernidade, hoje a maioria destas tradições se encontram apenas na memória dos mais velhos.
Pastoril – (Redonda, Peroba, Picos, Morro Pintado, Serra de Mutamba, Córrego do Sal, Berimbau)
Trata-se de uma dança, geralmente feita por mulheres. O pastoril tem dois partidos, um de cor vermelha e outro de cor azul. As mulheres dançam e cantam acompanhadas por um sanfoneiro, ao centro tem o ‘Joça’, um palhaço que anima a festa. O festejo se encontra em mal estado de conservação e sua principal ameaça, além de deixar de ser comemorado, é a descaracterização da dança. O pastoril não tem uma época determinada para acontecer, em geral quando alguém faz um pastoril uma outra pessoa também faz para fazer oposição ao outro, inclusive nas músicas, alguns pastoris enfatizam a rivalidade ao outro.
Papangu (Redonda, Peroba, Picos, Mutamba)
Comemorado na época do carnaval, trata-se de uma brincadeira onde os homens da comunidade se vestem de roupas velhas, cobrindo todo corpo, inclusive o rosto com máscaras artesanais e saem mexendo com as pessoas e praticando pequenas transgreções. A graça da brincadeira é o não reconhecimento da identidade dos Papangus, por isso pouco falam e quando falam, alteram o tom e o jeito de falar para manter o segredo.
Reizado (Icapuí-sede, Redonda, Barreiras)
Trata-se de um festejo religioso, realizado na primeira semana de janeiro (de 1 a 6 de janeiro), onde um grupo de jovens e mulheres saem durante a madrugada cantando músicas típicas do reizado, de porta em porta. A traição encontra-se em mal estado de conservação. Em Icapuí-sede, essa tradição é mantida por Chagas, Altair e Maria de Afonso.
Coco de Roda (Redonda, Peroba, Picos, Serra de Cajuais)
Dança popular, provavelmente de origem negra, dançada por um grupo de homens, que batem palmas e cantam emboladas. Como instrumento, era utilizado um caixão de madeira para fazer o som. Esse tipo de dança era realizado nas comunidades praianas e nos engenhos, ao final de uma semana intensa de trabalho. Hoje esta tradição está quase extinta no município, restando apenas na Serra de Cajuais.
Coroação (Morro Pintado, Melancias, Peixe Gordo, Tremembé, Icapuí-sede e Redonda)
A festa da coroação de Maria acontece no dia 31 de maio, encerramento do mês mariano. A imagem da Santa passa todo o mês de maio em peregrinação nas casas voltando a igreja no dia 31 para ser coroada. Várias procissões vindas dos bairros e comunidades trazem a imagem que é recebida por anjos com flores e cânticos. Ao final os anjos (crianças da comunidade) fazem a coroação de Maria.
Teatro de Bonecos – também conhecido como Calunga
Trata-se de uma atividade lúdica, feita por ‘Gilberto Calungueiro’, que apresenta o teatro nas residências das famílias, durante o ano todo, por todo município. Gilberto utiliza bonecos já bem conhecidos e queridos da população local, o ‘Batazá’ é o preferido da maioria, na trama ele é o mocinho que sempre se dá bem. Os calungas de Gilberto Calungueiro, há muitos anos diverte a população do município, mesmo sendo a mesma trama, desde quando ele começou, há muito tempo atrás, ainda atrai um grande público.