Banco de algas
Localizado com maior diversidade na Praia da Barrinha, esse ecossistema abriga várias espécies de algas, desde Rodofíceas (algas vermelhas), Clorofíceas (algas verdes) até Feofíceas (algas pardas). Além disso, neste local pode ser encontrada uma planta marinha (fanerógama) conhecida como “capim agulha”, que alimenta o Peixe-boi marinho. O banco de algas é um berçário da vida marinha, porque abriga várias larvas de peixes, crustáceos (lagostas) e moluscos (bivalves – “conchas”). Ele também é a base da cadeia alimentar marinha, pois alimenta os organismos consumidores herbívoros (peixes, moluscos e crustáceos). Para a comunidade da Barrinha, este ecossistema é importantíssimo, pois funciona como uma barreira de proteção contra a erosão marinha e sustenta toda a atividade pesqueira da região.
O banco de algas e fanerógamas está bastante ameaçado devido à extração indiscriminada e insustentável. Diante dessas ameaças, surgiu a idéia de realizar a atividade de cultivo destas espécies como forma de dar sustentabilidade à região e manutenção deste ecossistema marinho.
As algas têm um importantíssimo papel na biosfera – aliás, sempre tiveram, basta recordar que foram elas as primeiras produtoras de oxigénio no nosso planeta. No presente, são responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, formam a base da sua cadeia alimentar. As algas vermelhas são importantes por colonizar grandes porções do substrato, fornecendo refúgio, alimento e mesmo substrato secundário a uma grande variedade de organismos, tornando-se num microhábitat específico dentro de um ecossistema maior.